segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

A PEDRA DO PRAZER

A PEDRA DO PRAZER
Passei anos sem voltar á minha terra. Estava cheia de curiosidade em  rever os lugares que recordavam minha infância e adolescência.
·      Acordei antes de todos da casa onde me hospedei, e, silenciosamente, me  vesti e fui ver o mar verde, como sempre ficava  nos dias de sol, e caminhar por toda a orla, agora pavimentada e cheia de belas construções.
·      O prédio enorme, e, de beleza inquestionável,  que encontrei,não me consolou da saudade  que senti.
·      Mas lá, de pé, resistindo aos vantajosos apelos imobiliários, estava o clube onde me diverti e conheci meu primeiro amor.
·      Procurei o barraco do Seu Genuíno, onde sempre parávamos para beber água de coco, abrir  e comer a laminha”,enquanto o velho pescador dizia para meu namorado: “Tenho tanta admiração por vocês que pilotam aviões!   Por mais longe que eu vá com a minha jangada, vocês vão mais do que eu. voces são muito corajosos”.  Corajosos eram eles, que enfrentavam as ondas até alto mar numa frágil jangada.
        E a enorme  pedreira para onde fugíamos,  a fim de nos beijar e nos  acariciar, onde estaria. Em seu lugar, encontrei   um bar. Pelo menos continuava a ser lugar de diversões, afagos e sarros.
·      Ao atravessar a rua, vi uma ponte entrando  mar adentro. Caminhei  nela por muitos metros . No final encontrei as pedras!  E pensei:   estará ali  aquela pedra branca, grande, que me parecia  macia, a mesma onde me tornei mulher. Precisava  pegar aquela pedra!

·      O prédio enorme e, de beleza inquestionável,  que encontrei não me consolou da saudade  que senti. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário